Ordem ideal

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

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Sigo a frente.
A brisa leve toca minha face, lembranças doces de nós.
Nada me é tão precioso quanto você.

Em você, com você descobri novos horizontes
O passado deixo atado, pois dele me vem forças
Ao futuro me apego com garras

Acelero o tempo, já se foi janeiro!
Quantos meses ainda me restam?

Quem me dera saltar tão alto e tão longe
e quando eu abrisse meus olhos encontraria de topo os sesus.

Não me importo com mais nada além de mim
do que quero, do que posso

Coloco em cheque mate meu destino
faço do medo meus degraus

Arrisco com a alma presa numa lágrima
deixo pra trás parte do que sou, levo comigo a certeza de chegar lá

Quanto tempo ainda tenho?
Não marcarei mais o tempo, deixo ele me levar

Nas nuvens que vêm e vão, se dissipam com o vento
levam consigo o que não me pertence

E assim, entre aspas e reticências traço um plano
mas qual plano?

Planos são pros fracos!

Luta constante dentro de mim mistura força fraquesa
Eu não me qualifico, fingo não conhecer a fraquesa
e sigo adiante
face a probabilidades irreconhecíveis
Apenas repito mil vezes que dentro de mim somente há
espaço pra força.

E assim sigo!

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