Saudade! Dói fisicamente.
Paz! A calma profundamente.
Tudo em cada hora.
Tudo misturado.
Ontem, hoje, amanhã.
Rir, chorar!
A paz está em tudo.
Tudo tras saudade.
A saudade sufoca, deixa vazios.
A paz espairece, preenche espaços.
Tudo junto e ao mesmo tempo.
De manhã o jantar.
A noite o nascer do sol.
Eu faço meus dias
no vai e vem dos teus quadris
me perco qdo me encontro
no canto do pássaro, no assoviar solitário.
Palavras sem nexo, desconverso.
Sorrio de mim, choro de mim
Busco um "não sei o que"
também não sei aonde.
Jogo minhas pernas por sobre as suas
massageio seu ego
abraço seu íntimo
Prefiro voar do que andar
Ando mais do que corro
pedalo mais do que voo
Lá se vai a noite, vêm mais um dia
brilha no horizonte as cores do pôr-do-sol
Rio da confusão
que nada diz, embora explique tudo
Saudade do que quero ser
paz no que não tenho
A paz é meu par
a saudade é ímpar
Sufoca, aflora, maxuca, acode
leva de mim a paz
deixa em mim vazio
A minha paz está no silêncio
o silêncio dos inocentes
na saudade do covarde
na dúvida do herege
De dia a lua se espanta
aos sons de Orfeu
Hades chora silenciosamente
dando a paz de Eurídice
Na saudade a mais bela melodia
dás lágrimas de ferro
a paz eterna.

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