Entre clichês eu sobrevivo!
Busco em treinamento o corpo e a mente.
Desabo no saco cheio de areia, desabo querendo colo.
No saco esmurro a saudade. Na ausência choro pelo seu colo.
Me perco entre o que fui, tentando encontrar o que serei. O que sou soa muito incoerente.
Volto a seduzir o futuro. Reanimo-me criando cenas.
Cenas essas onde nos encontramos, e nas mil palavras ditas no silêncio do olhar, um beijo almejado acelera o coração. No peito uma explosão de sentimentos. Na mente o mundo parado. Posso morrer nesse momento.
Tendo em minhas mãos seu corpo suado, pedindo pra ser amado. Meus medos se fantasiam, desejo o fim do mundo. Ali, onde é meu porto seguro, sentindo sua pele em contato a minha. Pernas entrelaçadas. Mãos dadas.
A saudade enlouquece. Já não sei onde está o limite entre o sonho da hora em que durmo, entre os sonhos que tenho acordada, e entre a realidade.
Você existe de verdade? Realmente nos amamos? Realmente existiu aquele momento embalado pela música One?
Já pensei em te largar. Já olhei tantas vezes pro lado, mas... Sempre existe um mas. E é nesse “mas”, que vejo que de nada adianta fugir, sua marca vai em mim, não apenas na pele, mas no coração e muito além, na alma.
Minha alma clama sua presença. Um abraço forte, um silêncio unido. Nos aproximamos no que já fomos um dia, onde o que fazia sentido era esperar as cartinhas que continham tanto sentimento oculto. Hoje o sentimento é claro, decidido, mas já não existe as cartinhas, só fica a saudade.
Mero clichê! Saudade! Eu te amo! Fica comigo!

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