Ordem ideal

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Um dia

Quem me dera poder teclar o final dessa história.
Onde tivesse um belo nascer do sol, tingindo o céu de amarelo
Uma manhã a se banhar na cachoeira
As cores mesclam em tons amarelos, laranjas, vermelhos.. diminuindo o tom
Clareando, invadindo a pele, o corpo, a alma.
Como se fosse uma coberta a abraçar.
Onde me deito nos raios que tomam proporções cada vez maiores.
Paz. Você.
Deixar os pingos de água brilharem com os raios de sol que já vai alto.
O céu nos abraça. Amamo-nos como se fosse a última vez.
O único a admirar é o sol que sorri entre as nuvens.

Um almoço caseiro. Uma rede na varanda.
Uma tarde a invadir a alma. Tranqüila, silenciosa.

O final da tarde já vem. Sentar e admirar o encontro das cores.
A brisa mansa toca a pele. A noite vem a brincar com os sentimentos.

São tantos. São raros.
São antigos. São inexplicáveis.

Adormeço. Sonho.
Eu corro contra o tempo
Não saio do lugar
Me canso.
Alguém pode me dar uma carona?

Lá no alto a lua ilumina o caminho. Estreito, sinuoso.
Quanto mais ando, menos saio.
As imagens mudam no mesmo ciclo, me confundem a cabeça.
Será sonho mesmo?

Estendo a mão. Toco o nada, e ele me faz sorrir.

Devaneios. Inseguranças. Misto de sentimentos que afloram, antes desconhecidos.

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